Braz Paione
1945 à 1946

Nasceu em Mococa, Estado de São Paulo, em 10 de julho de 1.898, tendo sido apelidado de Biagio pela avó materna. Era o quarto filho do Sr. Paschoal Paione e Dona Ana Sarube Paione, sendo ambos imigrantes Italianos. Seu pai, simples carroceiro, conseguiu formar os filhos com muito sacrifício. Braz Paione tinha 11 irmãos, sendo 6 homens e 5 mulheres. Cursou o primeiro e o segundo grau no Grupo Barão de Monte Santo, em Mococa. Transferiu-se para Belo Horizonte em 1919 onde, após freqüentar o curso preparatório do Professor José Martins, ingressou a antiga Escola Superior de Agronomia e Medicina Veterinária, recebendo, em 1922, o diploma de Engenheiro Topógrafo e Rural, com direito a civil. Durante o período em que estudou em Mococa, trabalhou em uma selaria para ajudar na economia familiar. Depois de formado na universidade, foi contratado pela Secretária da Agricultura e Obras Públicas, na gestão do Secretário Daniel de Carvalho, para trabalhar em obras de Governo do Estado, sendo importante em seu currículo a construção da rodovia que liga Cataguases a Ubá, na Zona da Mata.

Convidado por seu irmão Armindo Paione, veio para Varginha em 1924, indo morar à rua Wenceslau Braz. Trabalhou com o irmão no Serviço de água e Esgoto durante a administração do Prefeito Álvaro Costa, na execução de caixas d'água, obras rurais, asfaltamento, construção de pontes e usinas elétricas, não só nossa cidade por obras dos Colégios Sagrado Coração de Jesus (alas do fundo) e Santos Anjos (Capela). Conheceu sua futura esposa durante o curso preparatório, por volta de 1.919. Ela morava em Ouro Preto e cursava a Escola Normal Modelo, de Belo Horizonte, hoje Instituto de Educação. Casou-se a 16 de dezembro de 1.926, em Belo Horizonte, com Dona Maria da Conceição Fiuza Laone, falecida em 1.984, com quem teve 7 (sete) filhos, um dos quais veio a falecer quinze dias após o nascimento. Os filhos vivos são: Armindo Paione Sobrinho (advogado, jornalista de 'A GAZETA'), Maria Ana Paione Carvalho (aposentada da Caixa Econômica Federal), Maria Inês Paione Leproti (do lar), estes morando nesta cidade, Maria Ineide Paione Zeura (do lar), Paschoal Paione Neto (engenheiro), ambos morando em Belo Horizonte, e José Alouisio Paione (engenheiro do DNPN) morando no Rio de Janeiro.

Em 1.927 residiu em Cambuquira onde realizou diversas obras de engenharia sanitária. Era considerado homem leal, correto, muito católico, austero, pacífico e moderado, criado que foi dentro da mais rígida formação italiana. Entre suas atividades extra profissionais e políticas, estavam a leitura e os esportes, tendo sido membro da diretoria da Associação Varginhense de Esporte Atléticas (AVEA). Em 1.940 ingressou para a Diretoria da Associação Comercial e Industrial de Varginha. É ai que inicia sua vida política. Bem relacionados entre os chefes políticos da época, podem ser citados como seus amigos pessoais: Dr. Mathias de Vilhena, Benedito Valadares, Bias Fortes, Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek, Dr. Francisco Rosenburg (com quem fundou o Jornal Correio do Sul) e muitos outros. Em 1.945, em plena vigência do Estado Novo (ditadura Vargas), tendo sido indicado por Francisco Rosenburg, é nomeado Prefeito de Varginha pelo Governador Benedito Valadares, em substituição do Dr. Manoel Rodrigues de Souza, recentemente falecido em Belo Horizonte. A queda de Getúlio Vargas, provoca sua exoneração sendo substituído pelo engenheiro Alfredo Lobo, de Belo Horizonte. Volta à Prefeitura em 1.946, mas é obrigado a pedir seu afastamento ainda no mesmo devido à morte de seu irmão Armindo, obrigando-o a assumir as diversas obras contratadas pelo falecido, tais como: Colégio Marista de Belo Horizonte, Capela do Colégio Pio XII, também em Belo Horizonte, nova Ala do Colégio Marista de Uberaba, e ainda o Colégio Nossa Senhora do Brasil, dos Maristas na cidade de Colatina, Estado do Espírito Santo. Durante suas curtas administrações realizou uma obra marcada pelo operosidade, zelo e austeridade pela coisa Pública, como a rede de abastecimento de água na Vila Barcelona e a feição definitiva da Avenida Rio Branco.

Sendo um dos fundadores do PSD (Partido Democrata) local, assume a sua presidência a partir de 1.955 devido a morte do Dr. Francisco Rosemburg, agindo como verdadeiro chefe político de sua época. Em 1.954 candidata-se novamente Prefeito pela sigla do PSD, mas é derrotado pelo Sr. José Bueno de Almeida. Ao lado de sua atuação política e Profissional, Bras Paione foi ainda um dos fundadores do Moinho Sul Mineiro S.A., do qual era Diretor-Técnico quando de sua morte, aos 12 de janeiro de 1.981, com 82 anos, devido a um acidente vascular cerebral. Residia então a rua Santa Cruz. Por sua obra em prol da Vila Barcelona, foi escolhida uma das rua daquele bairro para receber seu nome, com homenagem da cidade ao seu Ex-Prefeito.

Faleceu em 12 de janeiro de 1.981, aos 82 anos.

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