Cel. José Justiniano R. S
7º Presidente
1892 à 1894

Coronel José Justiniano de Rezende e Silva nasceu em Varginha em 30 de outubro de 1844, filho de José Alves e de Dona Maria do Carmo Rezende. Casou-se com sua prima D. Maria Benedita Teixeira de Rezende no dia 2 de novembro de 1866. Desta união nasceram 12 filhos: Dr. Adélio de Rezende e Silva (engenheiro), Emílio Justiniano de Rezende e Silva, Hermenegilda de Rezende e Silva (casada com o Dr. Antônio de Oliveira), Cel. Antônio de Rezende e Silva, José Alves de Rezende e Silva (mais conhecido como Zeca), Maria de Rezende e Silva, Natália de Rezende e Silva, Afonso de Rezende, Domingos Justiniano de Rezende e Pinto, Antônio Barroso de Rezende e Silva, Maria de Rezende e Silva (Nenem) e Josué Justiniano de Rezende e Silva . Pai de família exemplar soube educar e criar uma família modelo Morreu no dia 8 de junho de 1907 quando iria completar 63 anos de idade, deixando uma família de cidadãos dos mais influentes da comunidade. Entre seus descendentes, merecem destaque o Dr. Plínio, Dr. José de Rezende Pinto, Dr. Wladimir de Rezende Pinto e Dr. Morvan Aloysio Acayaba de Rezende. O Coronel Dr. José Justiniano de Rezende e Silva foi um homem de espírito prático, com um grande tino de direção, como revelou nas diversas administrações de suas propriedades. Foi um dos iniciadores do plantio de café no Município, sendo um lavrador exemplar. Em suas propriedades encontrava-se toda variedade de produção, desde a abundância de cereais até a desenvolvida e caprichosa lavoura de café. Conta-se que na administração de uma das suas propriedades, distante desse Município, não encontrava nenhuma agricultura, tal era o completo desprezo para com o cultivo de cereais. Iniciou com tenacidade o trabalho, aconselhou os vizinhos, chamou os pobres da vizinhança, dando a estes, terras à meia. Dentro de dois anos todos produziram cereais no distrito de Martinho Campos, antigo Quilombo.

Tratava dos escravos com humanidade e bondade, bem como a todos os necessitados que o procuravam. O Coronel José Justiniano de Rezende e Silva foi também capitalista, isto é, apresentava dinheiro a juros. Dedicou-se também a atividade de tropeiro, se encarregando de transportar toucinho e outras mercadorias do Município para outros lugares e trazendo para o Município, panelas, tachos, tecidos, sal, etc. Foi o mais influente político da zona. Naquele tempo, as eleições eram realizadas pelo sistema distrital, registrando quase sempre, um só candidato para os diversos cargos a serem disputados. Foi um dos fundadores do partido Republicano deste Município, tornando-se mais tarde chefe querido e respeitado do mesmo. A República encontrou-se em posto de combatividade, ao lado daquele que melhor pugnavam pela evolução liberal de nosso País. Republicano inflamado, merecendo por isso a direção do Município e a organização do Governo local. Desenvolveu toda a atividade política em prol do engrandecimento do Município. Despido inteiramente de vaidade que matam os espíritos frívolos, sem ambições do poder e do mandonismo, só teve então em mira um ideal - a grandeza e prosperidade de Varginha. Em vez de uma política de formação de grupos partidários, chamou para a República, no nosso Município, o concurso de todos os homens de bem, de todas as vontades úteis e patriotas.

Administrou o Município de Varginha como 7o Presidente da Câmara ou Agente Executivo - como era chamado o Prefeito na época, no período de 1882 - 1884. Seu antecessor foi o Capitão Antônio Caetano Braga e seu sucessor o Dr. Joaquim Batista de Melo. Durante o período em que foi Presidente da Intendência, fez parte na instalação da 1a Comarca de Varginha, criada pelo Decreto do Governo Provisório 34, de 02 de abril de 1890 e instalada em 20 de maio do mesmo ano. Também estava presente o Dr. Júlio Augusto Ferreira da Veiga, Marcílio José de Andrade, Antônio Rabello da Cunha e outros. Seu termo foi suprimido pela Lei 11 de 13 novembro de 1891 e restabelecido pela Lei 375 de 19 de setembro de 1903. Fez uma profícua administração Municipal. Ao deixar o cargo, cujos cofres havia saldos positivos, deixara igualmente Varginha compacta, unida, forte, constituindo uma única família. Nos últimos dias de sua vida, mostrou o quanto estimava Varginha. Havia se mudado há três anos ou menos para vizinho Município de Três Pontas, Distrito de Martinho Campos. Em 1906, sentindo sua saúde bastante abalada, quis retornar a Varginha, declarando querer ser sepultado em sua terra natal. Apesar dos cuidados do distinto médico Dr. José Marcelino Rezende e dos carinhos de sua dedicada família, veio a falecer no dia 08 de junho de 1907.

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